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A assistência médico-hospitalar com segurança


A segurança é o primeiro domínio da qualidade na assistência à saúde. Não há como oferecer uma boa assistência médico-hospitalar se esta não for feita com segurança. O Hospital Vera Cruz, comprometido com a qualidade da assistência prestada, dentre outras iniciativas estratégicas, implantou em outubro de 2011 o Programa de Gerenciamento de Riscos e Segurança dos Pacientes com os seguintes objetivos:

 

·         Prevenir a ocorrência de erros;

·         Identificar e reduzir os riscos institucionais, com o intuito de propagar as boas práticas, melhorando a qualidade dos serviços prestados;

·         Minimizar o risco dos processos assistenciais para pacientes, familiares e colaboradores;

·         Fortalecer a cultura não punitiva na abordagem dos desvios dos processos assistenciais.

Foi formado o Comitê de Gestão de Riscos, que estuda, avalia e verifica assuntos relacionados aos objetivos mencionados, encaminhando propostas de melhorias. O trabalho do comitê vem sendo desenvolvido com apoio da Consultoria Soluciona, tendo como diretriz principal as seis metas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): identificar os pacientes corretamente / melhorar a eficácia da comunicação / garantir a segurança para medicamentos de alto risco / assegurar cirurgias e procedimentos corretos, no paciente certo e no local certo / reduzir o risco de infecções hospitalares / prevenir o risco de lesão do paciente resultante de quedas.

 

Cuidado seguro depende de todos nós.

 

Os gestores participaram de reunião de orientação sobre principais fluxos e ações em andamento. E uma cartilha com os principais aspectos do programa foi elaborada e será em breve divulgada a todos os colaboradores. Disseminar a “cultura da segurança” e reforçar que avaliar riscos é dever de todos é o nosso principal objetivo, envolvendo todas as frentes de trabalho sobre as melhores práticas para o benefício de todas as partes envolvidas.

 

Centro Cirúrgico e a Segurança do Paciente.

A organização e execução das atividades no nosso centro cirúrgico fundamentam-se em quatro premissas básicas: disponibilização de tecnologia, humanização do atendimento, acolhimento ao médico e segurança do paciente.

 

Este último item mereceu especial atenção neste ano com a implantação do programa Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Trata-se de um conjunto de medidas de segurança padronizadas pela OMS – Organização Mundial da Saúde – em 2007 e difundidas por todo o mundo por diversas instituições na área da saúde.

 

O desafio colocado à equipe de enfermagem do nosso centro cirúrgico foi adequar esta prática ao Vera Cruz, mantendo os princípios que norteiam o programa sem causar qualquer transtorno ou impacto negativo nos protocolos e rotinas dos cirurgiões e anestesistas.

 

A assistência ao paciente cirúrgico é complexa e multidependente. Tem seu início antes da entrada do paciente no ambiente do centro cirúrgico e não termina nem mesmo quando ele recebe alta desse setor. Trata-se de uma série de processos interligados.

 

Os passos iniciais foram dedicados ao planejamento e à revisão de todos os processos já existentes nesta assistência. Alguns desses sofreram correções e ajustes, outros foram acrescentados e o conjunto ordenado de forma mais lógica e coerente.

 

A seguir foi elaborada uma lista de verificação, especificando para cada procedimento os quesitos básicos que devem estar bem esclarecidos e de pleno conhecimento de todos que participarão do ato cirúrgico. Há que se entender que a desatenção humana é algo natural, mas que, quando isso ocorre dentro de uma sala de cirurgia, tal fato predispõe aos erros e aos potenciais desfechos adversos e complicações graves.

 

A aplicação dessa lista pelo técnico de enfermagem é realizada no momento que antecede qualquer ato do cirurgião ou do anestesista. Esse momento de concentração, além de assegurar que os procedimentos estejam de acordo com as boas normas, também promove uma efetiva comunicação e entrosamento de toda a equipe.

 

O programa foi introduzido gradualmente no bloco cirúrgico principal por grupo de especialidades, estendeu-se ao centro obstétrico e agora está em fase de implantação no centro cirúrgico ambulatorial.

 

Já com um ano do funcionamento deste programa no Vera Cruz, é possível identificar na prática sua valiosa contribuição quando situações de risco potencial foram detectadas a tempo e puderam ser corrigidas com a devida antecipação em benefício do sucesso da cirurgia.

 

A performance positiva desse programa é a consequência natural de um conjunto de atitudes sinérgicas, das quais se destacam: o compromisso irrestrito da alta administração do hospital na sua aplicação; a organização e o entusiasmo das enfermeiras do centro cirúrgico na sua elaboração e execução; o apoio dos setores inter-relacionados ao centro cirúrgico; a colaboração dos colegas médicos e o reconhecimento de sua importância; a dedicação e aplicação dos(as) técnicos(as) de enfermagem sempre que são chamados(as) a coordenar o processo antes do início da cirurgia, que passam a exercer um papel de liderança até então inédito.



O Vera Cruz é assim: sempre investindo em novas práticas em favor de nossos pacientes.



Dr. Ricardo Morelli – Conselho de Administração e Coordenador do Centro Cirúrgico


Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente.

Aprimorar e ampliar ações voltadas ao gerenciamento de risco foi uma diretriz estabelecida no planejamento estratégico ciclo 2007 a 2012, e com essa finalidade em 2011 um comitê de implantação foi formado, contando inicialmente com suporte da Consultoria Soluciona. As políticas e diretrizes gerais foram estabelecidas, incluindo a formação de uma Comissão Multidisciplinar para Gerenciamento de Riscos e Segurança do Paciente constituída por 17 membros das diversas áreas do hospital: diretoria, corpo clínico, além de representantes da enfermagem, CCIH, farmácia, hotelaria, RH, auditoria e prontuário e qualidade.

 

O departamento de Qualidade recebe e classifica notificações que são avaliadas junto ao grupo de trabalho – formado por membros da comissão –, com análise e encaminhamentos necessários, junto às áreas envolvidas. Mensalmente e sempre que necessário, a Comissão do GRSP reúne-se, contando com a presença do diretor técnico, Dr. Vitório Verri, e do diretor-presidente para acompanhamento e desdobramentos necessários.  

 

As ações em andamento no Hospital Vera Cruz desde 2011 vêm ao encontro dos objetivos da nova Resolução da Diretoria Colegiada à RDC 36, que o Ministério da Saúde sancionou em julho de 2013 e que orienta ações de segurança do paciente e determina que os serviços de saúde constituam núcleos específicos para o acompanhamento e a análise de eventos adversos e relacionados à segurança do paciente.

Créditos: Equipe de Comunicação Hospital Vera Cruz

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