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25º BCH: Aprenda como medir a qualidade da assistência do corpo clínico

12/06/2015

Durante encontro, executivo detalhará como medir o desempenho da equipe com foco na qualidade da assistência

Por BCHWeb

A avaliação de desempenho do corpo clínico afeta não só o ambiente de trabalho como as ações de governança da instituição, na visão do dr. César Abicalaffe, CEO da 2iM Impacto Inteligência Médica, empresa de soluções de Business Analytics. O executivo vai detalhar como construir um modelo de avaliação e discutirá o papel da acreditação hospitalar nesse processo durante o 25º Business Club Healthcare (BCH), encontro que reunirá líderes da área no dia 18 de junho, em Curitiba. Participará também do encontro o dr. Wiliams Guimarães Zanatta, diretor técnico do hospital Santa Cruz, que apresentará o case do instituto, na capital paranaense.

Participe do 25º BCH, que ocorre no dia 18 de junho, em Curitiba (PR). Contate-nos aqui!

Abicalaffe defende que a acreditação hospitalar pode trazer uma série de benefícios, em especial na melhoria de eficiência, mas ressalta que esse resultado deve ser medido e gerenciado, o que depende de tecnologia e processos bem estruturados, capazes de gerar dados confiáveis.

O executivo também critica o modelo de remuneração fee-for-service, que, segundo ele, não valoriza a qualidade e faz os hospitais fazerem “mais dinheiro com cuidado ruim”. Abicalaffe aposta na busca por alternativas, processo já visto em outros países, que criem métricas para valorizar a melhor qualidade e envolver ou compartilhar o risco com os prestadores.

Leia abaixo trechos da entrevista.

1) Pode fazer um breve descritivo de como será sua apresentação?
Abicalaffe:
O foco será a importância da avaliação e gestão do corpo clínico e como as acreditadoras enxergam o assunto. Apresentarei conceitos da qualidade e a importância do engajamento do corpo clínico nesta agenda. Com isso, discutiremos a razão das exigências das acreditadoras por esse engajamento.

Detalharei como construir um modelo de avaliação de desempenho do corpo clínico, quais os principais desafios e oportunidades, assim como os resultados já obtidos com este modelo.

2) Como uma avaliação de desempenho do corpo clínico bem estruturada se reflete no ambiente de trabalho? Como um hospital pode aprimorar e otimizar esse processo? Há métricas gerais que podem ser adotadas por qualquer instituto?
Abicalaffe:
A avaliação de desempenho, com foco na qualidade da assistência, afeta não apenas o ambiente de trabalho como também as ações de governança clínica da instituição. O esforço para melhorar a qualidade exige uma quantidade proporcional de trabalho para avaliá-la, e somente se consegue aperfeiçoar algo por meio de indicadores. A proposta é orientar como mensurar a qualidade da assistência prestada pelo corpo clínico e como isso afetará a qualidade do hospital.

A acreditação ajuda o hospital a melhorar os processos assistenciais e, assim, seus resultados, mas isso deve ser medido e gerenciado. As métricas são mais robustas se hospital é mais maduro em termos de registro de dados e sistemas de informação: quanto mais estruturada for a instituição com seus sistemas, melhor será a qualidade e quantidade dos dados possíveis de capturar e, com isso, melhor será a geração de indicadores de desempenho.

Os indicadores devem ser relevantes para quem está sendo avaliado, viáveis e ter solidez científica. Com estes três atributos combinados, é possível gerar boas medidas de desempenho, as quais poderão ser definidas por especialidade, com benchmarks consistentes e sempre ajustados pelo risco.

3) A busca pela acreditação envolve investimento do instituto e compromisso de seus colaboradores. Que benefícios podem ser auferidos ao se obter algum grau de certificação?
Abicalaffe:
Os benefícios são enormes, mas o mais marcante está na melhoria da  eficiência, que traz redução de desperdício e otimização das equipes. Outra vantagem, tão importante quanto, é o aumento da segurança do paciente, que é o maior foco das acreditadoras. Atualmente, mais de 1.000 mortes ocorrem por dia nos EUA por eventos adversos em hospitais, o que corresponde a 10% a 15% das internações. É algo impensável na área de saúde.

4) Há 97 hospitais acreditados com excelência pela ONA, de acordo com a organização, de um total de mais de 5.000 institutos no País. A que você atribui essa taxa tão baixa?
Abicalaffe:
Acredito que o principal ponto esteja na dificuldade da percepção pelos gestores da importância deste processo e também no elevado investimento em termos de tempo e dinheiro, sem um reconhecimento por quem paga a conta. Ou seja, a ideia de que mesmo que o instituto seja mais eficiente e seguro, não recebe nada a mais por isso, e ainda, corre o risco de receber menos.

Os hospitais fazem mais dinheiro com cuidado ruim e isso se deve ao fee-for-service, modelo nocivo de remuneração existente em nosso país, que não é muito diferente do resto do mundo. O que se defende é uma revisão desse modelo, criando métricas para valorizar a melhor qualidade e, de certa forma, envolver os prestadores ou compartilhar o risco com eles. Se isso começar a ocorrer, como já se vê em diversos países desenvolvidos, o investimento para programas de acreditação será maior, pois a eficiência e efetividade serão recompensadas.

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