Analítico


Como buscar o equilíbrio financeiro aplicando a gestão do ciclo de receitas

28/05/2015

O foco no aumento de receita, margem operacional, eficiência do ativo e organizacional é essencial para as metas financeiras

Por Juliana Curvello


É de fundamental importância para sobrevivência da instituição o recebimento de todo o passivo acumulado junto às operadoras, mas antes de tudo, deve-se definir todo o processo de geração do faturamento hospitalar, redesenhar fluxos, identificar e eliminar gargalos, verificar as necessidades dos colaboradores e eliminar os problemas em sua raiz.

As instituições de saúde passam por um momento de reflexão. Existe a necessidade da modernização, incorporação de novas tecnologias, a busca constante pelo alto grau de eficiência, de reconhecimento e resultados no cenário atual em que as margens de lucro diminuem e o gerenciamento do resultado surge como alternativa de sucesso.

Além disso, essas instituições, particularmente as hospitalares, têm sentido enorme necessidade por práticas administrativas mais eficazes, com foco não somente assistencialista mas buscando maximização de resultados, reconhecimento, preço e qualidade para obter uma vantagem competitiva sobre a concorrência.

Os hospitais devem manter o foco em todo o gerenciamento do ciclo, entendendo que o faturamento hospitalar tem início no momento do agendamento até o recebimento em caixa. É imprescindível entender e trabalhar o processo hospitalar como negócio, gerando resultados financeiros satisfatórios, com o objetivo de manter o equilíbrio desse conceito com a função social, o que garante qualidade na prestação do serviço assistencial.


AVALIAÇÃO DO CICLO DE RECEITA

Esta abordagem visa avaliar o fluxo da receita, com objetivo de aumentar a receita líquida e promover a aceleração do fluxo de caixa, por meio da otimização de recursos materiais, humanos e tecnológicos, reavaliando em alto nível o processo assistencial relacionado ao paciente.

O foco principal é revisitar as atividades para alcance das metas financeiras, favorecendo a sustentabilidade e perenidade da organização através de quatro pilares: aumento de receita, margem operacional, eficiência do ativo e eficiência organizacional.

A ineficiência nesta gestão pode ocasionar na perda da receita decorrente à variedade de problemas tecnológicos e operacionais em cada dimensão impactando principalmente na eficácia do recebimento. As dimensões avaliadas neste contexto são: acesso ao paciente: (front end) do ciclo de receita, a integridade da cobrança (mid) e o ciclo e cobrança (back end).

Ainda sobre as dimensões é necessário analisar o nível de adequação dos referidos processos e procedimentos aos requisitos de negócio, a padronização, integração e integridade. A tecnologia, incluindo a otimização e usabilidade das ferramentas e soluções disponíveis, bem como a gestão financeira, com políticas de alçadas bem definidas e praticáveis. A gestão do desempenho deve ser contínua, por meio das análises de performance e indicadores, principalmente pela aderência aos acordos comerciais estabelecidos junto as fontes pagadoras, o que permitirá melhorar os mecanismos de controle, a eficácia e a eficiência.

Outros componentes que as instituições devem perseguir para balizar sua estratégia e estabelecer a gestão e metas internas são:

- Análise de cenário externo - Comparativo com mercado;

- Análise do cenário interno – Diagnóstico situacional - criação da conta, contratos acordados, processo de cobrança;

- Indicadores Estratégicos no Fluxo do Ciclo de Receita;

- Iniciativas de ganho rápido;

- Plano para a implementação das ações definidas;

- Acompanhamento da implementação e dos ganhos.

É necessário diagnosticar e rever, de forma completa, a coerência, integridade e abrangência do apontamento da utilização. Além disso, o processo de faturamento e o reporte de todos os eventos relacionados com a produção de receitas para a instituição devem ser revistos, com objetivo de reduzir o tempo de processamento de conta, evitando perdas financeiras.

É de fundamental importância para sobrevivência da instituição o recebimento de todo o passivo acumulado junto às operadoras, mas antes de tudo, deve-se definir todo o processo de geração do faturamento hospitalar, redesenhar fluxos, identificar e eliminar gargalos, verificar as necessidades dos colaboradores e eliminar os problemas em sua raiz.

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